#AltsasukoakASKE

Deixade Altsasu em paz. Deixade Euskal Herria em paz!

Hoje, 9 de Outubro de 2019, o Tribunal Supremo ditou sentença sobre o caso que tem presos 3 moços de Altsasu desde há quase 3 anos. Somam entre eles e os outros 5 acusados, 50 anos e 8 meses de penas de prisom.

É a culminaçom dumha montagem que tem a sua origem num altercado registado na noite do 15 de Outubro de 2015 em Altsasu.

No relato mediático, impulsado pola acusaçom da ultra-direita de COVITE, umha turba malhou em dous guardas civis e as suas parelhas, motivados polo ódio a Espanha e ao corpo repressivo. Os seus nomes e rostos aparecêrom em todos os meios de comunicaçom, qualificados de terroristas.

Há tempo que a Guarda Civil e o estado espanhol tinham no seu objectivo o movimento Alde Hemendik, que reclama a saída dos corpos repressivos espanhóis de Euskal Herria. O relato mediático relaciona este movimento com a extinta ETA e é neste trasfondo que um caso que nom passaria da Audiência Provincial foi levado ao tribunal de excepçom herdeiro do TOP franquista.

Alde Hemendik nasce da violência e arbitrariedade policial registada em Errenteria em 1978, na sequência do assassinato dum jovem por parte da polícia em Iruñea nos San Fermins desse mesmo ano. Impulsava esta palavra de ordem Euskadiko Ezkerra, partido que acabaria por integrar-se no PSE.

A realidade é que a versom dos acusados foi censurada e apagada. Houvo incongruências nas testemunhas da acusaçom, houvo erros de traduçom, o tribunal denegou a admissom de provas determinantes por parte da defesa. Mesmo existem gravaçons que amosa umha das supostas vítimas da brutal malheira, portando umha impoluta camisa branca, em estado de embriaguez e amosando comportamento agressivo. A sentença afirma mesmo que as provas de que Adur Ramírez nem tivo que ver com os factos “no son suficientes como para afirmar que nada tuvo que ver con los hechos”, contradizendo os princípios mais elementares do Direito.

Este caso foi empregado para criminalizar por inteiro a vila de Altsasu. Converteu-se num território comanche, um lugar incivilizado e hostil onde as forças de segurança do reino estám para impor a ordem, arriscando as próprias vidas.

Este imaginário deu pé a sucessivas provocaçons nos últimos anos. Diferentes figuras da direita política espanhola tenhem acudido em actos propagandísticos à vila, mesmo entrando no bar no que os factos tiveram lugar em 2015. A intençom, ganhar votos, mas nom em Altsasu, aonde só vam re-afirmar um domínio colonial e supremacista, senom na Espanha que gorenta de ver o povo basco suprimido.

Porque disto é que vai o caso Altsasu. De criminalizar a mocidade basca. De discriminaçom nacional. De manter vivo o conflito a todo custe. Sem importar que esse custe sejam as mocidades de 3 rapazes, a dignidade de 8 pessoas e das suas famílias. A imagem dumha vila inteira, aldrajada num processo que está nas antípodas do que é a justiça e que deixa uns moços inocentes na mais absoluta indefensom.

De Mar de Lumes, Comité Galego de Solidariedade Internacionalista, queremos enviar um afectuoso saúdo aos rapazes de Altsasu e às suas famílias. Rejeitamos a sentença e reivindicamos a livre absolviçom como única maneira de fazer justiça.

UTZI ALTSASU BAKEAN!

ALDE HEMENDIK!